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Materiaisf3f64ba4a4d5dcbc2e97de2e1ddd5c8b remanescentes de seres vivos antigos, como ossos e escamas, são encontrados sob camadas e camadas de terra em todo lugar. Por meio desses fósseis, podemos saber da existência de várias espécies que já viveram em nosso planeta e que não existem mais. Camadas superiores, obviamente, foram soterradas mais recentemente, então quanto mais fundos são encontrados os restos mortais, mais antigos são os animais. Acontece que as vezes, espécies desaparecem de uma hora para outra e isso é a chamada extinção. Quando muitas espécias desaparecem desses registros fósseis todas de uma vez, isso é chamado de extinção em massa. Tivemos algumas em nosso planeta e, possivelmente, estamos passando por outra atualmente.

As duas primeiras foram na água

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A primeira extinção em massa foi a Extinção do Ordoviciano que aconteceu por volta de 450 Ma a 440 Ma (milhões de anos atrás). Nessa época, toda a vida conhecia estava nos mares e, assim, mais de 60% dos animais foi extinto. A causa para esse primeiro desastre global é estudada até hoje e não se sabe exatamente tudo sobre ela. Sabe-se que a temperatura do planeta caiu e foram se formando calotas polares (glaciações) que mudam muito o ambiente. Com o congelamento da água duas coisas acontecem: o nível dos mares diminui pois a água fica presa no gelo e a temperatura cai muito. Esses dois fatores foram os principais para acabar com uma boa parte da vida da época que era apenas marinha.

phpThumb.phpO segundo desaparecimento de espécies aconteceu entre 375–360 Ma e matou muitos dos peixes que existiam. Foi a Extinção do Devoniano. Nessa época houve um crescimento muito grande no número de plantas em terra firme e uma das hipóteses para a extinção em massa foram raízes dessas plantas que perfuravam o solo e liberavam nutrientes na água. Assim, houve um crescimento exageradamente acelerado de algas marinhas que consumiam muito oxigênio da água e não sobrava muito pros peixes. Cerca de 75% da vida que existia nessa época se foi.

A Maior de Todas!

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Faixa clara mostra o período da extinção

A Extinção Permo-Triássica foi a maior extinção de todas, acabando com 95% da vida marinha do planeta e aconteceu a 251Ma. Houve uma gigantesca erupção vulcânica perto da Sibéria que lançou quantidades colossais de gás carbônico (CO2) na atmosfera. Em resposta a isso, bactérias metanogênicas transformavam esse gás em metano e os dois gases juntos aumentaram o efeito estufa. A temperatura do planeta aumentou em 10°C e os mares se tornaram mais ácidos. As formas de vida sobreviventes foram as que se situavam perto dos polos.

E lá vem os Dinossauros

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“Sou imbatível”

Há 200 milhões de anos, houve a Extinção do Triássico. Não se sabe muito sobre as causas dela. Uma teoria bastante aceita é que muitas erupções vulcânicas liberaram CO2 e dióxido de enxofre que aqueceram a Terra mais uma vez. Nessa extinção em massa, muitos répteis e anfíbios foram extintos, mas um grande grupo deles, os dinossauros, sobreviveram. Da mesma forma como uma empresa que encontra um nicho de mercado desocupado começa a atuar e lucrar, os dinossauros se viram livres para se desenvolver e dominar o planeta. Foi o que eles fizeram. Até que…

 

E lá se vão os dinossauros

Dinosaur ExtinctionA Extinção K-T é a mais adorada pela ficção. Foi nela que os dinossauros foram extintos, há 65,5 milhões de anos. A teoria mais aceita é a do famoso asteroide que atingiu nosso planeta. O impacto levantou nuvens de poeira que acabaram ofuscando muito a luz do Sol. Aí começa a reação em cadeia: com pouca luz, plantas não fazem tanta fotossíntese e morrem, animais herbívoros não tem planta para comer e morrem, animais carnívoros não tem mais outros animais para comer e morrem também. Bye bye T-Rex.

Espera natureza! Deixa que a gente faz a Sexta

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Dodo, ave que foi extinta no século XVII

E nós, seres humanos somos responsáveis pelo que pode vir a ser chamado de Extinção do Holoceno ou Extinção do Antropoceno. Nós destruímos muitos habitats como florestas e, através da poluição, mudamos o clima de diversas regiões. Estima-se que sejam extintas até 140.000 espécies por ano (levando em conta habitats destruídos e a teoria espécie-área que calcula mais ou menos quantas espécies existem em cada área). E, segundo E.O. Wilson de Harvard, é bem possível que daqui a 100 anos, metade das espécies de vida na Terra tenham sido extintas. Ou seja, nossa presença na Terra não está sendo lá a mais benéfica para as outras espécies.

captain planet 3Em relação à duração, essa 6° extinção é extremamente curta e não pode ser comparada às outras. Mas visto que nossa atuação na Terra tem sido cada vez pior e o futuro não parece tão promissor, temos a missão de frear essa destruição antes que ela seja comparável à uma das grandes extinções em massa anteriores.

Fontes: Diário de Biologia, Cosmos Magazine, BBC Nature

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